domingo, 4 de setembro de 2011
Av...
...Avan...Avante. Fui ao Avante :)
Gostei muito do ambiente apesar de alguns fanáticos esporádicos que de vez em quando surgiam... Mas em geral é só pessoal fixe e simpático. Come-se muito bem, tal como me tinham dito e as coisas são baratas! Tem várias barracas, pertencentes quer aos vários partidos comunistas do mundo, quer às várias delegações comunistas de Portugal.
A barraca de Gondomar estava fraca...Na de Moçambique provei maçaroca assada na brasa bem bom! Na da Galiza (estavam separadas, Galiza, Catalunha e Espanha) provei um café alcoólico que já não me lembro o nome mas era muito FORTE.
Quanto à motivação política do festival (ou festa) está bem presente mas não é nada asfixiante...
Achei muita piada à Carvalhesa, que não conhecia... Basicamente é é uma canção/hino (sem letra) que de vez em quando explode pelos altifalantes do recinto, e toda a gente desata a saltar como loucos...E tão depressa surge como pára. Sendo mauzinho, parece que todos aqueles camaradas ficam num transe psicadélico durante aqueles minutos...(eu fiquei imune, tomei vários antídotos ao longo dos anos). Sendo bonzinho, a Carvalhesa é apenas um bom motivo para todos desatarem a dançar em conjunto!
Ah, e há uma passagem digna de registo: Fomos à festa com um amigo galego (que nos indicou o café). A certa altura ao passarmos por uns artistas de rua a Joana disse mais ou menos isto "numa próxima vida quero ser comunista e andar por aí, como artista etc (aka, activista)", ao que o nosso amigo respondeu "..hum, então precisas de um pai rico, capitalista, que te financie essa estilo de vida". Ainda não tinhamos sequer entrado no Avante nessa altura. Acho que numa frase ele conseguiu resumir tuuuudo.
Sei que não falei da música... Na verdade, isso era algo secundário. Mas digo-vos, os comunistas são muito pontuais, todos os concertos a começar e a acabar há hora marcada, não há cá encore nem nada, 10 min para trocar de banda, muito bem...
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Férias 2011
Início da ofensiva sobre os mouros
Descanso do guerreiro
Oujda
Vista para a Argélia
Infiltrado no meio dos mouros
De mão dada com o eusébio
Treinos para as batalhas da época 2011/2012.
Espalhar a fé sobre os mouros
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
'got coffee?
E pronto, agora a minha vida está mais perfeita. Vai sair o café Starbucks em cápsulas (no kidding)!! Não é mesmo da Starbucks, mas sim em parceria com outra cafeeira norte americana. Para já só nos EUA e Canadá. E perguntam vocês, “como raio foste tu descobrir isto? Que raio é que isso interessa?”
Ok, esqueçam o que disse…Porque na verdade nem gosto do expresso deles, mas sim de tudo o resto (lattes!) e principalmente da cultura que eles representam. Já agora, como marketter de bancada que sou, ficam aqui os logos deles ao longo dos anos. Acho que estragaram tudo com o último!
E pronto, foi este o momento globalização-imperialista-capitalista da semana. No Domingo, vou postar o momento comuna-comuna-comuna da semana, aguardem.
domingo, 28 de agosto de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
cutchi cutchi
Ok, pela primeira vez, isto vai andar um bocado para a lamechiche, para tentar puxar as Joanas* de volta para o blogue (Ca’mon!)…
Como devem ser conduzidas as relações? Como devem começar? Como devem acabar? Vale tudo, ou as pessoas ainda se devem conhecer como antigamente?
A questão é, o que é o antigamente? Antes do Facebook? Antes das sms e telemóveis? Antes do mirc? Antes do telefone? Concerteza era ridículo os namoros por carta…Mas agora por email não é muito diferente. Mas há um certo romantismo nas cartas que não há nos emails… Só porque é moderno e as cartas são já kitsh…Acho que, como tudo na vida, o importante é não exagerar. Duas pessoas têm que se conhecer bem pessoalmente, as palavras escritas são bonitas, mas escondem muita coisa. Tal como o cara a cara também é bonito mas há coisas que só se consegue dizer escrevendo.
Hoje, (a maior parte dos) os relacionamentos estão desvirtuados, diluídos em imenso ruído de fundo. Fofoquices, comentários laterais. Por culpa dos próprios.
Há dez, trinta anos (a maior parte dos) os relacionamentos era desvirtuados, opacos. As pessoas não se conheciam. Por culpa nem sempre dos próprios.
Apesar de tudo, talvez estejamos melhor hoje.
*Deve ser tão irritante para vocês ouvirem isto como eu e o meu irmão ouvirmos "os gémeos". É a chamada perda de identidade, auch!! Desculpem :p
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Desafio
Para ajudar na decisão deixo uma foto do objecto em desafio.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Explicação que faltava
sábado, 6 de agosto de 2011
Just a thougth.
Vi esta foto no blog www.thesartorialist.com e pensei em fazer um post sobre um aspecto social que (quase) só se verifica no nosso país: porque é que as pessoas não vivem mais as cidades?
Penso que esta imagem, da jovem a ler e a beber na rua, mais propriamente sob um corrimão (!!) da escadaria para o metro, nunca poderia ter sido captada em Portugal. Foi tirada na grande maçã, mas nem precisava de vos dizer isto, certo? Em Lisboa já se vê um pouco este estilo de vida mas nem de perto chega a cidades com Nova Iorque, Londres, Berlim, Madrid etc.
Não me parecer que é por não termos as infra-estruturas necessárias: temos uma baixa da cidade que melhora todos os meses, um parque da cidade fantástico, um faixa costeira de centenas de quilómetros, um clima excelente e mesmo assim parece que toda a gente se enfia em casa ou nos shoppings (guilty!). Um Nova Iorque é natural ver-se empresários a comprar na rua hot-dogs e saboreá-los mesmo ali, sentados nas escadas mais próximas. Em Berlim ou a na sub-desenvolvida Praga (será mesmo?) as ruas estão constantemente apenhadas de gente apesar de anoitecer às 17h e terem de suportar temperaturas de -10Cº. O Hyde Park enche-se todos os fins-de-semana mesmo com um nevoeiro assustador.
Acho que tudo aquilo que apontamos para ficar em casa não passam de desculpas que disfarçam a nossa preguiça e falta de sentido de comunidade. A prestigiada revista Monocle considerou Lisboa a 23º melhor cidade do mundo para se viver e acredito que o Porto também poderia figurar neste ranking se tivesse um pouco mais de “massa crítica”. Lá chegaremos.
(Este post foi escrito de acordo com a antiga ortografia, porque o novo acordo ortográfico irrita-me. lol )
terça-feira, 2 de agosto de 2011
As intenções são genuínas?
Depois da revolução portuguesa, alguns "capitães de Abril" tiveram também alguns problemas em encontrar o seu lugar de volta na sociedade civil.
Correndo o risco de estar a generalizar:
As intenções dos revolucionários são sempre genuínas? É apenas um desejo de anarquia? É apenas a sua sede de poder a falar, mascarada por coisas mais altruístas? Ou é uma vontade realmente altruísta que a certo ponto descarrila para algo diferente?
Pessoalmente acho que a última hipótese é a que normalmente melhor se encaixa. Gosto de acreditar que os activistas começam com boas intenções, com o desejo de alterar o estado de coisas, para melhor, para diferente. No entanto, algures nesse processo, julgo que se vai desenvolvendo em muitos casos uma obsessão por poder ou uma crença que o seu ideal é o melhor. Existem estudos que provam que quando um indivíduo atinge determinado estatuto/poder na sociedade, passa a entender as suas capacidades como superiores ás do resto da população, faz parte da condição humana. Não servindo como desculpa, serve pelo menos como explicação.
Além disso, penso que a virtude desses indivíduos, que têm a coragem de lutar por um país melhor, acarreta com eles um defeito, um certo extremismo. Penso que muitas vezes não sabem quando terminar a revolução...E vão desde um extremo, até o outro, que toca o primeiro... Castro, anyone?