Obrigado Pedro por tudo o que sempre deste ao clube e espero que continues a ser muito feliz desta feita ao serviço dos escalões de formação transmitindo a mística do clube que transportaste desde que entraste na nossa casa.


O título deste post é um lamento que ouço muito, e curiosamente é (quase) sempre dito por pessoas com pouco sucesso profissional.
Alguém disse que o único sítio onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário e estava correcto, é óbvio que não te vão pagar bem se ainda não mostras-te o que vales, se ainda não produziste para te pagares a ti próprio ou se a empresa para a qual trabalhas não tem lucros suficientes para remunerar bem o seu pessoal.
Concordo que o abismo entre as remunerações das administrações das grandes empresas e do seus operários é, no mínimo, estúpida e deve ser reduzida mas é justo que sejam muito diferentes, as pessoas têm produtividades diferentes... Provavelmente se pedissem ao tipo que trabalha do handling da TAP para trocar com o seu CEO, o brasuca Fernando Pinto, (que deve ganhar 50 vezes mais), o tipo do handling não sabia gerir a empresa, ao fim de um ano metia baixa porque a pressão era muita e reclamava ao sindicato porque trabalhava mais do que as x horas estipuladas no seu contrato. O CEO, por seu lado, de certeza que iria implementar processos para melhorar a eficiência do handling, trabalhar dia e noite de forma a fazer-se notar perante o seu superior hierárquico, fazer uma pós-graduação em gestão organizacional e, com alguma sorte, dentro de alguns anos ele é que seria o superior hierárquico.
Em resumo, o que quero dizer é que acho que devemos lamentarmo-nos menos e trabalhar mais ou então não trabalhar mais mas também parar com as lamentações! Se não ganhamos o que (pensamos) que merecemos então é porque (1) ainda não tivemos tempo para mostrar o que valemos mas mais tarde ou mais cedo vamos ser reconhecidos ou (2) na verdade não somos tão bons como pensamos ser ou (3) erramos na profissão. Exemplos aplicados a mim para não dizerem que sou convencido ou arrogante:
(1) sinceramente acho que mereço mais do que ganho hoje e sei que daqui a alguns anos vão-me pagar isso, caso contrário, é natural que mude alguma coisa
(2) eu acho que tenho capacidades com valor mas se não as conseguir demonstrar ou se de facto estiver errado então não mereço mesmo um salário melhor nem vou arranjar um emprego onde me paguem melhor porque nenhum empregador me valorizará
(3) caso fosse médico ou tenista profissional ganharia muito mais mas como não tinha média, não gosto de medicina nem nasci com um jeito especial para fazer voleys ou passing shot’s, vou ter mesmo de me contentar com a economia
Já agora uma história interessante de um grande campeão: num certo dia o treinador do Lance Armstrong disse-lhe “Hoje não vamos treinar, está uma tempestade terrível lá fora e podes cair, é demasiado perigoso treinar hoje”. Atitude do sr. Armstrong: “Eu sei que hoje os meus adversários vão ficar em casa com medo da tempestade, portanto é um dia perfeito para treinar e preparar-me melhor que eles” e foi treinar perante a incredibilidade do treinador. Vocês já sabem o resultado desta mentalidade...
Só mais uma: “Não sei o que se passa comigo, quanto mais treino mais sorte tenho.”
Tiger Woods
Nota: isto são ideias minhas, não pretendo dar lições de moral a ninguém, ok?!
Há talvez uns 2 anos tive a feliz ideia de defender perante alguns de vós que os jogadores de futebol mereciam a quantidade de dinheiro que ganhavam… Quase fui agredido por sectores mais “comunas” das minhas amizades mas lá escapei ileso para hoje…defender os ordenados dos políticos e defender inclusive que deveriam ganhar bem mais! Bem sei que talvez o meu carro vá ser alvo de um cocktail molotov mas pronto...
Passando à defesa da minha “tese”,o grande erro das pessoas é pensarem que os altos salários atraem os maus políticos para cargos de governação. Pelo contrário, os salários nesses cargos não são altos, são bastante baixos para o nível de exigência requerido, o que afasta os bons políticos e profissionais desses cargos.
Reparem, um deputado Europeu ganha pelo de 6000€, um presidente da república mais ou menos isso diria eu, um primeiro ministro menos até e um deputado anda pelos 3000 ou 2000...(corrijam-me se estiver enganado pf...) Não me interpretem mal, essas quantias são muito elevadas mas no sector privado ganha-se muito, muito mais: qualquer administrador de uma empresa cotada factura facilmente 10 000€ por mês. O que levaria um desses indivíduos a ir para a carreira pública?!NADA! Esses lugares públicos ficam assim vagos para aqueles com menos escrúpulos, que vêem na politica um meio de arranjar um tacho onde ganham muito bem tendo em conta as suas capacidades miseráveis...
Vejam o caso de António Mexia ou Paulo Teixeira Pinto: Ceo’s da EDP ex do BCP respectivamente, anteriormente tinham sido políticos mas mudaram-se para o sector privado...não admira. Vejam o Pires de Lima, actual Ceo da Unicer e um “peixe graúdo” no CDS, não o vêem 100% na politica como a Paulo Portas pois não?! Há uns anos o dirigente máximo dos impostos (não me recordo o nome), que vinha a fazer um trabalho excelente na organização da máquina fiscal foi de imediato aliciado pelo BCP e não se fez rogado em aceitar o convite, não o censuro.
Qual a solução então? Como se atrai um Belmiro de Azevedo para a politica? Com €€€€€ e com uma mudança do estatuto do político, de um aldrabão para uma profissão com estatuto e classe. Bem, se esta última premissa é bastante complicada de mudar de um dia para o outro a primeira condição está já ao nosso alcance.
Obviamente que não deixará de haver os caça tachos, mas haverá também gente que quer genuinamente fazer bem e melhor e com uma capacidade técnica acima da média. Na Grécia antiga ser politico era algo superior, em Roma s coisas começaram a descambar e actualmente é o que se sabe. Para inverter o rumo dos acontecimentos atirar mais dinheiro para os bolsos dos políticos pode não ser a única solução mas é certamente um começo. Juntando a isso valores correctos e ética a coisa pode melhorar imenso.
Olhando para Portugal e digamos, Espanha por exemplo, onde está a diferença que torna um pais tão diferente do outro, tão atrasado relativamente a outro?! Ok, é ridícula a pergunta, há milhares de factores eu sei, a maior parte deles históricos, estruturais e/ou muito científicos. Mas há um que deve escapar a muita gente e que na minha opinião é importantíssimo: a paixão e intensidade com que as pessoas vivem a vida. Passo a explicar.
O português não é mau. Mas o português também não é bom, é medíocre. O português é medíocre quando trabalha e é medíocre quando se diverte. Não trabalha muito mas também não se diverte grande coisa, vai indo sossegado na sua vidinha, sem grandes stress, sem grande objectivos... Trabalhar mais de 8h é um abuso deixa-me é ir para casa apodrecer à frente da TV a ver o telejornal da tvi...
Alguém morre por trabalhar 10h por dia se depois puder gastar uma pipa de massa e ir a Roma ver a final da Champions com o seu clube para uns, ver um concerto em Londres para outros, a final de Roland Garros para outros, uma viajem a Amazónia para outros, comprar um relógio estupidamente caro para outros ou ainda relaxar na sua casa no Algarve para outros (etc etc etc)?! Para mim isso é que é viver a vida, work hard, play hard. Não queiram morrer cheios de energia para gastar...
Timothy Geithner, o secretário do Tesouro norte-americano (tipo o nosso Teixeira dos Santos), no fim de 2008, quando a crise financeira estava no seu auge, trabalhou 40 dias seguidos no seu escritório, dormia lá e alimentava-se apenas com sopas e iogurtes. Quando o amigo lhe telefonou para saber como se estava a aguentar a resposta foi “pessoas como nós vivem para estas situações, está tudo bem” ( a isto é que eu chamo mostrar cabedal :p). Escusado será dizer que este senhor normalmente come nos melhores restaurantes de Washington, e costuma tirar uma semaninha por ano só para treinar com os amigos num dos melhores clubes de ténis dos EUA.
PS: 1º, não quero com isto dizer que eu próprio faço aquilo que acabei de defender... 2º, claro que respeito aqueles que preferem uma vida mais sossegada, toda agente vive como mais gosta, isto não passa da minha muito modesta opinião.
Há três meses mandei eu um mail a “certas e determinadas” pessoas, opinando sobre o rumo dos mercados. Assim passo a citar:
“Parece-me que ainda vamos ter uns meses (5-6) de dureza nos mercados accionistas apesar de alguma recuperação ocasional (bear market rally) durante algumas semanas”
“Na altura do verão (...) pensem em entrar no mercado.”
“Por último e para não dizerem que só vejo acções, há um investimento que considero melhor ainda nesta altura, para aqueles com mais cabedal: comprar uma casinha...”
Neste período os factos foram que, ironicamente, no momento em que escrevia aquelas palavras (7 de Março) o mercado marcou o mínimo de várias décadas (!!) tendo logo a seguir iniciando a sua recuperação. Assim, estamos agora com cotações próximas das do início do ano. Se é certo que ainda estamos longe dos máximos, é também certo que uma subida de 20% ou 30% em 3 meses ninguém gosta de deixar de ganhar e era isso que tinha acontecido caso fossem pelos meus conselhos e tivessem deixado estar dinheiro em depósitos...Como eu tinha dito, é impossível adivinhar os mínimos e máximos...
Talvez vos vá parecer estranho mas a verdade é que não mudei muito as minhas perspectivas. Julgo que ainda vamos a tempo de entrar porque o mercado ainda deve fazer uma correcção, seja devido a más notícias seja ainda devido a aspectos meramente técnicos.
Acima de tudo contudo a privilegiar o longo prazo por isso estou perfeitamente tranquilo. Para não dizerem que é fácil falar, e próprio fui fiel ao “put you Money where your mouth is” e vendi a minha carteira em Março e ainda não entrei.
Concluindo, para este trimestre a minha opinião é: aguentem os cavalinhos, se o mercado corrigir comecem a entrar, senão continuem à espera. Lembrem-se, é melhor deixar de ganhar do que perder! Em termos económicos os indicadores de confiança já começam a melhorar mas os dados hard continuam, em bom português, uma bosta. Já para não falar que quando as coisas aliviarem a inflação que virá com a recuperação será brutal como diria o John...
E pronto, para o próximo trimestre cá estou eu a dar a mão à palmatória mais uma vez, até lá!
PS: a compra de casa mantém-se em cima da mesa, aproveitem enquanto estão menos caras. Mas atenção as taxas não vão ficar assim para sempre, façam bem as contas.
O relato que deixo em baixo estava num blog e como reconhecimento da sua qualidade, resolvi também por no nosso. Apreciem, está muito bom (nunca tentem em casa ou em qualquer outro lado)!
Estava eu assistindo TV numa tarde de domingo, naquele horário em que não se pode inventar nada o que fazer, pois no outro dia é segunda-feira, quando minha esposa deitou ao meu lado e ficou brincando com minhas "partes".
Após alguns minutos ela veio com a seguinte idéia: Por que não depilamos seus ovinhos, assim eu poderia fazer "outras coisas" com eles.
Aquela frase foi igual um sino na minha cabeça.
Por alguns segundos fiquei imaginando o que seriam "outras coisas". Respondi que não, que doeria coisa e tal, mas ela veio com argumentos sobre as novas técnicas de depilação e eu não tive mais como negar. Concordei.
Ela me pediu que ficasse pelado enquanto buscaria os equipamentos necessários para tal feito. Fiquei olhando para TV, porém minha mente estava vagando pelas novas sensações e só acordei quando escutei o beep do microondas.
Ela voltou ao quarto com um pote de cera, uma espátula e alguns pedaçosde plástico. Achei meio estranho aqueles equipamentos, mas ela estava com um ar de "dona da situação" que deixaria qualquer médico urologista sentindo-se como residente.
Fiquei tranqüilo e autorizei o restante do processo.
Pediu para que eu ficasse numa posição de quase-frango-assado e liberasse o aceso a zona do agrião.
Pegou meus ovinhos como quem pega duas bolinhas de porcelana e começou a passar cera morna. Achei aquela sensação maravilhosa!!
O Sr. Pinto já estava todo "pimpão" como quem diz: "sou o próximo da fila!!"
Pelo início, fiquei imaginando quais seriam as "outras coisas" que viriam.
Após estarem completamente besuntados de cera, ela embrulhou ambos no plástico com tanto cuidado que eu achei que iria levá-los para viajem.
Fiquei imaginando onde ela teria aprendido essa técnica de prazer: Na Thailândia, na China ou pela Internet mesmo.
Porém, alguns segundos depois ela esticou o saquinho para um lado e deu um puxão repentino.
Todas as novas sensações foram trocadas por um sonoro PUTAQUEOPARIU quase falado letra por letra.
Olhei para o plástico para ver se o couro do meu saco não tinha ficado grudado na cera.
Ela disse que ainda restaram alguns pelinhos, e que precisava passar de novo.
Respondi prontamente: Se depender de mim eles vão ficar aí para a eternidade!!
Segurei o Dr. Esquerdo e o Dr. Direito em minhas respectivas mãos, como quem segura os últimos ovos da mais bela ave amazônica em extinção, e fui para o banheiro.
Sentia o coração bater nos ovos. Abri o chuveiro e foi a primeira vez que eu molho o saco antes de molhar a cabeça. Passei alguns minutos só deixando a água escorrer pelo meu corpo.
Saí do banho, mas nesses momentos de dor qualquer homem vira um bebezinho novo: faz merda atrás de merda.
Peguei meu gel pós barba com camomila "que acalma a pele", enchi as mãos e passei nos ovos.
Foi como se tivesse passado molho de pimenta.
Sentei na privada, peguei a toalha de rosto e fiquei abanando os ovos como quem abana um boxeador no 10° round. Olhei para meu pinto. Ele era tão alegrinho minutos atrás, estava tão pequeno que mais parecia que eu tinha saído de uma piscina 5 graus abaixo de zero.
Nesse momento minha esposa bate na porta do banheiro e perguntou o que estava acontecendo. Aquela voz antes aveludada ficou igual um carrascomandando eu entregar o presidente da revolução.
Saí do banheiro e voltei para o quarto. Ela estava argumentado que os pelos tinham saído pelas raízes, que demorariam voltar a nascer.
"Pela espessura da pele do meu saco, meus netos irão nascer sem pelos nos ovos", respondi.
Ela pediu para olhar como estavam. Eu falei para olhar com meio metro de distância e sem tocar em nada!!
Vesti a camiseta e fui dormir (somente de camiseta). Naquele momento sexo para mim seria somente para perpetuar a espécie humana.
No outro dia pela manhã fui me arrumar para ir trabalhar. Os ovos estavam mais calmos, porém mais vermelhos que tomates maduros.
Foi estranho sentir o vento bater em lugares nunca antes visitados. Tentei colocar a cueca, mas nada feito. Procurei alguma cueca de veludo e nada. Vesti a calça mais folgada que achei no armário e fui trabalhar sem cueca mesmo.
Entrei na minha seção andando igual um cowboy cagado. Falei bom dia para todos, mas sem olhar nos olhos.
E passei o dia inteiro trabalhando em pé com receio de encostar os tomates maduros em qualquer superfície.
Resultado, certas coisas devem ser feitas somente pelas mulheres. Não adianta tentar misturar os universos masculino e feminino.