segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Uma questão de sobrevivência

Recentemente deparei-me com uma possibilidade deveras perturbadora, que é o perigo de ser atacado em espaço fechado por um bando tresloucado de miúdos de 5 anos. Com isso em mente debrucei-me sobre este tema e encontrei um site muito útil que nos permite preparar para tal horror:

http://www.howmanyfiveyearoldscouldyoutakeinafight.com/

Segundo este site eu conseguiria derrotar 18 putos em combate aceso, o que é algo reconfortante, no entanto todos sabemos que nestas coisas de quizzes podemos influenciar o resultado final dando respostas demasiado (ou insuficientemente) confiantes. Perguntas como: "Perturbá-lo-ia pegar num miúdo e utilizá-lo como arma?". Ora, eu respondi "só se ele me atacasse primeiro" mas se calhar devia ter respondido "farei tudo o que for preciso para ganhar" - afinal de contas os miúdos estão ali para me dizimar e eu deveria responder à altura. É que nestas questões do mata ou morre o civismo é uma óptima ajuda... para o adversário. Também respondi a "Recorreria a morder e enfiar os dedos nos olhos?" com um maricas "Talvez".
De facto é um belo recurso para conhecermos as nossas debilidades, este site.

Para efeitos de comparação o site efectua também um estudo in-depth sobre a possibilidade igualmente desconcertante de ser atacado por um bando de idosos de 90 anos. Respondi que me sentia capaz de pegar num velhote de 50 quilos e atirá-lo uma distância apreciável mas será que o referido nonagenário não teria uma bengala ou dentadura falsa? Ou até unhas compridas... Seria um adversário formidável! Para informação, eu também derrotaria 18 velhotes.

Investiguem, nunca se sabe.

domingo, 2 de setembro de 2012

Irracionalidades



Já comentei com alguns de vocês a respeito de ser completamente irracional as apostas no euromilhões aumentarem proporcionalmente ao acumular dos prémios nos sorteios em que há jackpots. Não faz sentido apostar-se mais quando o prémio é de 100 milhões em vez de apenas 20 milhões, caso contrário estariamos a admitir que 20 milhões seria um prémio fraquinho, no qual não vale a pena gastar-se muito dinheiro a apostar. Portanto, ou de facto somos irracionais ao fazê-lo ou então somos gananciosos... Prefiro pensar que somos irracionais.

Outra questão curiosa é o facto de ser mais caro apostar no euromilhões do que no totoloto. É mais caro apostar num jogo em que temos muito menos probabilidades de ganhar. Eu sei, o preço da aposta tem a ver com o prémio a que ficamos habilitados, quanto maior o prémio mais cara é a aposta. Mas não deixa de ser uma evidência de que a Santa Casa tira partido da irracionalidade das pessoas.
Voltei a este tema porque recentemente os meus colegas de trabalho decidiram jogar no euromilhões em conjunto, todas as semanas. Para isso cada um contribuirá com 5€/mês. Eu, no meu melhor estilo de forreta, pus-me de fora. Por duas razões: porque já jogo no totoloto e porque 5€/mês é dinheiro. Aliás, 5€/mês é uma fortuna se pensarmos que a probabilidade de sermos premiados é mais reduzida do que termos um acidente de avião.

E depois temos outro argumento irracional: 5€/mês não faz nenhuma diferença no meu orçamento familiar. Mas claro que faz. Se pensarmos em todas as pequenas despesas mensais mais ou menos fixas que suportamos todos os meses (incluo aqui a TV por cabo, gás, ginásio, gasóleo, portagens, almoços de semana etc etc etc) e que reduzem o nosso rendimento mensal disponível então os 5€ vão avolumar ainda mais as nossas despesas. E este tipo de despesas são as mais dificeis de cortar depois de as assumirmos como "inevitáveis". É o que nos leva a pensar "raios, é dia 20 e já tou com falta de ar, não sei como isto acontece...".

Esta questão ainda se torna mais evidente se pensarmos em termos de usos alternativos para os tais 5€: ir ao cinema, aah... Ok, não há muitas coisas onde se gastar (apenas) 5€, não devia ter ido por aqui.

Mas de qualquer forma acho que deviamos ser mais racionais em relação a algo tão importante como é o dinheiro.
Dito isto, claro que corro sempre o risco de ver os meus colegas ficarem podres de ricos de um dia para o outro e eu continar a fazer contas a 5€. Mas vou arriscar.  :)

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Uma maça dura de roer.


Mais uma vitória para a Apple. Desta vez nem precisou de vender alguns milhares de telemóveis para encaixar um lucro de 1.000.000.000€! Como é fácil de perceber, estou a falar do processo judicial que a Apple tinha contra a Samsung e em que o tribunal deu razão à Apple (ainda bem que não desistiu a meio do processo como certos camisolas amarelas! :b ), concluindo-se que a Samsung roubou patentes e copiou os produtos da sua eterna rival.

Apesar de ter acompanhado o processo com alguma distância, fiquei contente pela Apple ter ganho e acredito nas declarações do Tim Cook que referiu que a principal vitória neste processo é dos engenheiros e designers que trabalham diariamente para construir produtos inovadores e originais. Claro que a indemnização que vai receber também é benvinda e se proibirem a venda dos telemóveis e tablets Galaxy ainda melhor. Mas para mim o principal impacto desta decisão é sem dúvida deixar um aviso e um incentivo para que os fabricantes de produtos tecnológicos e outros, olhem menos para o lado procurando copiar e olhem mais para a frente procurando fazer produtos originais. (Já repararam como os carros, as casas, as cidades, os blogs, os restaurantes, as lojas etc estão a ficar todos iguais?!)

Veremos até que ponto a imagem da Samsung sai penalizada com esta trapalhada e espero que apartir de agora não se passe a discutir se o produto X é uma cópia do produto Y em vez de se discutir qual é que tem as melhores especificações técnicas.

Uma nota de roda pé para a Nokia e a para a RIM que estão em estado vegetativo e (ainda) não conseguiram fazer frente à Apple e à Samsung mas que pelo menos não optaram pelo caminho fácil das imitações.

domingo, 5 de agosto de 2012

Badalhoquices




Este mês quando recebi a conta da água constatei que sou um grande badalhoco, já que apenas gastei 1,01€ num mês. Quero dizer, a conta total, com taxas e serviços etc foi de 8,5€ mas o meu consumo foi de 1,01€,o que equivale a 11m3. Podem pensar que isto é pouca água e que sou um grande badalhoco e nem tomo banho.


Mas fazendo algumas conversões (admito que tive de puxar dos meus conhecimentos de quarta classe e sim, estavam muiiito enferrojados) notei que 11m3 são à volta de 1100 garrafas de 1L. Portanto cada garrafa de 1L custou-me um décimo de cêntimo de euro. Logo o meu incentivo (e de qualquer outro português) para poupar água é 0,0098 por litro. Eu nestes casos arredondo para zero.

Numa época em que a água é um bem muito escasso penso que deveria ser muito mais cara, porque se estamos à espera do bom senso das pessoas para que poupem água estamos muito mal. O argumento de que os pobres têm direito a este bem de primeira necessidade a um custo reduzido não me parece muito forte, já que poder-se-ia cobrar o líquido a um preço razoável (eu diria 10 vezes mais) e isentar os pobres das taxas.

Dar a água de graça, isso sim, é que é uma badalhoquice.



terça-feira, 31 de julho de 2012

O melhor emprego do mundo


No melhor emprego do mundo não se ganha o ordenado mínimo nem se é empregado de uma multinacional. Ou talvez não seja bem assim.
Há uns dias fui à Fnac de Santa Catarina e fui atendido por uma senhora com um sorriso contagioso, não naquele estilo lambe-botas/dá-me uma gorjeta mas sim com uma simpatia genuína de quem faz o que faz por gosto e tem intenção de prestar um serviço personalizado e melhor do que aquele que lhe é exigido.
Após uma curta conversa com a sua colega, desculpou-se por ter demorado a dar-me a sua atenção, disse-me que tipo de sanduíches tinham para o almoço e recomendou-me a sua favorita. (Garanto-vos que não estava a ser especialmente simpática comigo, vi que tinha este comportamento com todos os clientes).  Quando me entregou o meu pedido na mesa, pediu desculpa pela demora e disse-me que esperava que não tivesse prejudicado os meus horários! À saída interrompeu uma conversa para me desejar uma boa tarde.

Só posso concluir que esta empregada de balcão é uma daquelas raras pessoas que adora o que faz, fá-lo com profissionalismo e com um toque pessoal! Naquele momento não pude deixar de sentir alguma inveja dela, seguramente que o meu ordenado é melhor do que o dela mas com ainda mais certeza afirmo que ela se diverte mais no seu dia de trabalho do que eu e isso vale muitos zeros no recibo de vencimento. É preciso muita coragem para escolher fazer algo que gostamos muito em detrimento daquilo que nos dá (alguma aparente) estabilidade e segurança. Falo por mim.
Não sei se a senhora teve que fazer essa escolha ou simplesmente não teve escolha, mas que parecia feliz com o seu trabalho isso não há dúvida. Sortuda.

terça-feira, 10 de julho de 2012

segunda-feira, 18 de junho de 2012

What goes around comes around


Duas coisas sobre os últimos acontecimentos.

Nas últimas eleições gregas o facto que mais me espantou nem foi  um partido de direita/conservador ganhar as eleições num contexto tão “a jeito” para a esquerda. O que mais me espantou é que, num país cujo PIB cai 5% ao ano, 38% da população não levantou o rabo do sofá para ir votar. Secalhar levantavam mais depressa o braço para atirar cocktails Molotov. De facto eles têm o país que merecem.

Hoje Mario Soares disse que os problemas da Europa poderiam ser resolvidos se se fabricasse mais moeda, dando mesmo o exemplo dos EUA e Reino Unido. Eh pah, como é que uma solução tão fácil escapou aos economistas europeus?! Cada dia que passa gosto menos deste politico. E desta vez ele falhou mesmo redondamente, por duas razões principais.

A primeira é porque a Joana, enfermeira e de apenas 25 anos, enquanto jantava comigo, já tinha chegado  e x a c t a m e n t e a essa proposta/sugestão 2 meses antes do ilustre  ex presidente da república se lembrar disso, portanto já vem tarde e não é original.

A segunda razão é porque está errado.

Como tentei explicar na altura à Joana, sem grande sucesso, imprimir notas tem o problema da inflação. Os alemães conhecem bem isso nós felizmente nem tanto. Como li há pouco tempo, a maneira mais simples de definir o que é a inflação é quando chega um dia em que é indiferente enrolar um cigarro com mortalha ou com uma nota de 500 euros, porque basicamente valem o mesmo.

Eu acho que qualquer que seja a solução da Europa, vai passar por inflação. Saída do euro ou intervenção do BCE com mais liquidez vão gerar inflação (sendo esta última que os EUA e Reino Unido estão a experimentar). 

Portanto é preciso ter cuidado com as bujardas populistas que se manda, principalmente quando se é visto como uma pessoa credível pela populacão em geral. Abusar da ignorância económica das pessoas é feio. Ah e andar a 200 na autoestrada e depois não querer pagar a multa também.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Santos Populares

Começaram ontem os festejos dos santos populares e para não dizerem que sou um incenssível e não ligo a estes temas fracturantes ou não da cultura portuguesa hoje escrevo sobre as marchas populares da capital do império decadente. Este concurso que se realiza desde há muitos anos prendeu a minha atenção em 2008. Nesse ano estiveram a concurso 20 marchas e a classificação está no link seguinte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Marchas_Populares_de_Lisboa_2008

A curiosidade por este "espectáculo" ficou satisfeita para todo o sempre.

sábado, 2 de junho de 2012

A evolução dos telemóveis.


A propósito do lançamento recente do novo Samsung Galaxy III S e de alguma pesquisa sobre os actuais telemóveis que o mercado oferece, é engraçado reparar que os telemóveis topo de gama estão a crescer em tamanho e só a muito custo não estão a ficar mais pesados. Os topos de gama da Samsung, da RIM, da Nokia e da minha querida Apple são enormes e muitos deles pesadíssimos o que é no mínimo estranho se pensarmos que há 10 anos consideravamos que um bom telemóvel era aquele que seria leve (lembro-me de um Panasonic que pesava 83 gramas) ou pequenissímo (a Nokia tinha telemóveis tão pequenos que quase tínhamos de teclar com os dedos mindinhos). Ou seja, objectivamente um bom telemóvel teria (e tem?!) que ser necessariamente leve e pequeno/prático e ainda pudiamos acrescertar que teria de ter uma bateria de longa duração e outras características “pragmáticas”.

Claro que a evolução dos telemóveis trouxe-nos ecrãs com milhões de cores, acesso à net e muitas outras possibilidades mas o que pretendo dizer é que de certa forma a tecnologia (em particular nos telemóveis) não evoluiu necessariamente no sentido de nos facilitar a vida. Acho que não estou a exagerar se disser que, a partir de certo ponto, evoluiu no sentido de acrescentar potencialidades que servem de desculpa para trocar de telemóvel e colocar etiquetas de preços a rondar os EUR 600,00 ou mais. Por cada nova funcionalidade útil acrescentam-se 10 inutilidades…
Temos alguns exemplos flagrantes: a TV no telemóvel teve um fracasso estrondoso, a assistente pessoal Siri que o iPhone oferece não percebe a maioria das línguas e mesmo o inglês tem que lhe ser dito de forma muito lenta e com todas as letras, o Galaxy Note é enorme (duvido que caiba num bolso de um casaco e então no bolso dos jeans está fora de questão) e o Galaxy III S permite ver vídeos e escrever SMS’s em simultâneo (há alguma pessoa no mundo que consegue escrever e ver um video em simultaneo?).
Arrisco-me a dizer que no que diz respeito a telemóveis, a sua evolução está a ser mais lenta do que uma primeira análise puderia sugerir. A maioria das novidades são essencialmente características inúteis (ok, são cools, mas deixam de ser inuteis) para nos convenceram a trocar de telemóvel.
A tecnologia Near Field Communication (para os mais distraídos, consultem isto) será uma das poucas excepções e acho que irá explodir em muito pouco tempo, mas tirando isso não estou a ver grandes avanços significativos num futuro próximo.

Já agora, se os engenheiros da Apple ou a RIM estiverem a ler este post, façam um telefone que conjugue Dual Sim, com uma bateria que dure mais do que dois dias e com um carregador de bateria universal para todas as marcas! Não é pedir muito em troca de um aparelho que custa mais do que o salário mínimo nacional!
Ps: neste Outono deverá ser lançado o novo iPhone, nessa altura prometo criticá-lo impiedosamente! Só não prometo resistir-lhe… J

domingo, 29 de abril de 2012

Parece fácil? Não é!

Quem vê o Mark Zuckerberg pensa que o rapaz até nem é burro mas teve um golpe de sorte e conseguiu catapultar-se para ser uma das pessoas mais ricas do mundo. 
No entanto a verdade é que muita coisa podia ter corrido menos bem durante a caminhada para o sucesso, mas a verdade é que não correu. De facto, a sorte dá muito trabalho.




Nos últimos tempos destaca-se a entrada em bolsa, o que faz com que o senhor Zuckerberg deixa de ser um informático que anda de chinelos para passar a ser um capitalista que anda de chinelos. Mais recentemente comprou o Instagram* por mil milhões de dólares. Se tivermos em conta que o FB foi avaliado em 100 mil milhões, esta empresa foi comprada por 10% do valor do Face. Esta empresa tem apenas 13 empregados e  até agora os seus lucros ascendem à fabulosa soma de absolutamente nada. Isto para evitar que o Facebook se torne o próximo hi5 e seja ultrapassado pela evolução, ou mais correctamente, pela última moda que atraia os mais jovens. Sendo o Instagram uma aplicação móvel, fará com que o FB tenha uma pegada maior nos smartphones do que aquela que tem agora, que se resume à aplicação móvel do FB para telemóvel.

Não me parece que nos próximos tempos o dono do FB se torne num dot.com boy falhado e viciado em cocaína...


*Muito basicamente é uma aplicação que permite criar um foto-blog...