"If anything, I think the digital space is allowing us to use the search function in a way to pull ideas that may be four, or five, or (someday) ten to twenty years old to help us create a look we want to wear that day."
Vi esta afirmação num blog que sigo e pensei, de facto a máquina do tempo já foi encontrada. Quero dizer, o que é viajar no tempo? recuperar tudo o que já aconteceu, certo? antes da internet para vermos/conhecermos qualquer coisa do século passado (roupa, música, filmes, acontecimentos etc) tínhamos de ir a uma biblioteca ou a um museu. Isso não representava satisfatoriamente viajar no tempo porque simplesmente não era suficientemente rápido e completo e não era prático. Com a internet, basta digitar uma palavra e BUM, num instante tudo. A informação é completa e abrangente apesar de às vezes falhar em fiabilidade. Com alguma facilidade consigo em 5 minutos perceber que música se ouvia em 1900, que clube de futebol liderava a primeira liga inglesa e o qual era o assunto do dia na política, ou seja consigo-me transportar para o dia 3 de Março de 1900 com relativa facilidade. Acho que é o mais perto que vamos estar de viajar no tempo. E já não é nada mau.
domingo, 11 de março de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
TROIKA
A propósito da visita da troika ao nosso país durante os próximos dias, ocorreu-me reflectir sobre o papel destas 3 instituições e da sua intervenção em Portugal. Há uns meses a Manuela Ferreira Leite cometeu a gaff de sugerir que talvez fosse benéfico suspender a democracia por uns tempos... Foi criticada por todos, mas actualmente, se não é isso que está a acontecer, anda lá muito perto.
Na Grécia a Troika é que diz o que se vai fazer, quando e como se vai fazer e isto é se o país quer “ajuda”, uma maneira simpática de fazer chantagem. Por cá a pressão ainda não é tão grande, mas lá chegaremos. Isto para dizer que a independência económica e de certa forma política é uma miragem nos países intervencionados, é um facto. A questão é: será benéfica?
Arrisco-me a dizer que sim.... Pelo menos em Portugal e desde 1974 que a lógica de governação tem sido baseada num descontrolo total em termos de finanças, não há uma estratégia de longo prazo e os governantes actuam apenas no sentido de se conservarem no poder o maior tempo possível. A intervenção da Troika inverteu esta actuação ainda que esteja a provocar um choque brutal que todos sentimos na pele. O actual governo toma as medidas que já deveriam ter sido tomadas há muito tempo e tudo isso com a desculpa de que são medidas impostas pela Troika. Ora, mesmo com esta desculpa, dificilmente o governo de Passos Coelho sobreviverá às próximas eleições porque nos últimos dois anos do actual mandato não vai poder enveredar pelo habitual despesismo que caracteriza a aproximação das eleições, a Troika ainda andará em cima de nós.
Ao contrário de muita gente, penso que a intervenção da Troika deveria durar 10 anos ou mais porque acredito que estes senhores estão a forçar-nos a tomar medidas importantes e têm a visão para saberem que a partir de certo ponto será necessário equilibrar as medidas de austeridade com medidas para o crescimento. Por outro lado com a sua intervenção não haveria margem para o governo relaxar e deixar-se levar na tentação de afrouxar muitas medidas de austeridade que estão a ser levadas a cabo e que são essenciais para reduzir o sobreendividamento do Estado.
Agora, as medidas em concreto já mereciam outro post...
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Cover up!!
Estava ontem a ouvir uma música da Adele (não sei o nome) interpretada pelos Linkin Park e fez-me questionar, o que leva alguém a fazer uma cover de outra música:
1. A letra é tão boa que é uma pena não a aproveitar para outras interpretações?
2. O artista original é mau e o novo intérprete diz "porra, eu consigo fazer um melhor trabalho com aquela letra e melodia!"?
3. O novo intérprete precisa de ser guindado para o estrelato e então pega numa canção já conhecida e dá-lhe apenas um twist qualquer? Neste último caso veio-me à cabeça a Smooth Criminal de Michael Jackson, e a cover dos Alien Ant Farm, lembram-se?
1. A letra é tão boa que é uma pena não a aproveitar para outras interpretações?
2. O artista original é mau e o novo intérprete diz "porra, eu consigo fazer um melhor trabalho com aquela letra e melodia!"?
3. O novo intérprete precisa de ser guindado para o estrelato e então pega numa canção já conhecida e dá-lhe apenas um twist qualquer? Neste último caso veio-me à cabeça a Smooth Criminal de Michael Jackson, e a cover dos Alien Ant Farm, lembram-se?
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Nham, nham... No Burgo. Recomendo!
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Uma curta.
(Desculpem lá outro video, mas a estética deste parece-me muito boa! A primeira vez que o vi pouco passava das 7h da manhã, talvez tenha sido daí...)
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
E se amanhã a Fnac encerrasse as lojas em Portugal?
O Y da última semana refere que a Fnac encerrou as suas lojas na Grécia devido à crise. Desconhecia essa decisão e refiro já que não me dei ao trabalho de a confirmar antes de escrever este texto.
Eu como defensor de um comércio mais tradicional, em especial nos mercados da música e livros, nunca fui grande defensor da Fnac aquando da sua entrada em Portugal. Contudo, com o passar dos anos, com o seu grande crescimento acompanhado de encerramentos de discotecas e livrarias, fui aderindo ao conceito. Neste momento relativamente a livros e consumíveis compro 90% na Fnac. Na música, a % é bem menor porque compro essencialmente na internet. A verdade é que a ideia de ter tanta coisa junta na mesma loja acaba por ser muito apelativa e por exemplo se quisermos comprar um prenda, dificilmente não arranjámos alguma coisa para essa pessoa, haja dinheiro!
Conclusão, neste momento sou um cliente assíduo e sem remorsos! :)
O que proponho é que deixem a vossa opinião, sobre o impacto de uma eventual decisão de encerrar as lojas semelhante ao que aconteceu na Grécia. Sentiriam falta, seria o caos, outros grupos abririam lojas, voltaríamos a ter pequenas livrarias e discotecas, teriam mais prazer nas compras...?
Pessoalmente, acho que no curto prazo o impacto seria brutal, o consumo de cultura iria baixar fortemente, no longo prazo dependeria do ajustamento, mas não faço ideia se teríamos um novo grande grupo ou se ficaria um grande vazio. Qualquer das maneiras não queria ter essa noticia, uma vez que seria um sinal de que a crise era maior do que acreditamos ser!
Eu como defensor de um comércio mais tradicional, em especial nos mercados da música e livros, nunca fui grande defensor da Fnac aquando da sua entrada em Portugal. Contudo, com o passar dos anos, com o seu grande crescimento acompanhado de encerramentos de discotecas e livrarias, fui aderindo ao conceito. Neste momento relativamente a livros e consumíveis compro 90% na Fnac. Na música, a % é bem menor porque compro essencialmente na internet. A verdade é que a ideia de ter tanta coisa junta na mesma loja acaba por ser muito apelativa e por exemplo se quisermos comprar um prenda, dificilmente não arranjámos alguma coisa para essa pessoa, haja dinheiro!
Conclusão, neste momento sou um cliente assíduo e sem remorsos! :)
O que proponho é que deixem a vossa opinião, sobre o impacto de uma eventual decisão de encerrar as lojas semelhante ao que aconteceu na Grécia. Sentiriam falta, seria o caos, outros grupos abririam lojas, voltaríamos a ter pequenas livrarias e discotecas, teriam mais prazer nas compras...?
Pessoalmente, acho que no curto prazo o impacto seria brutal, o consumo de cultura iria baixar fortemente, no longo prazo dependeria do ajustamento, mas não faço ideia se teríamos um novo grande grupo ou se ficaria um grande vazio. Qualquer das maneiras não queria ter essa noticia, uma vez que seria um sinal de que a crise era maior do que acreditamos ser!
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Outra vez
"É um disparate falar de crise quando é óbvio que vivemos num novo paradigma, e é a ele que, para já, temos de nos adaptar."
Quem escreveu isto não foi um pensador do século XIX, nem tão pouco um Nobel da economia... Li isto em mais uma newsletter da Flur (passo a publicidade, é uma loja de música), que como sempre não desperdiçam palavras nem ensinamentos.
Talvez devêssemos todos ouvir mais música em 2012 :)
Quem escreveu isto não foi um pensador do século XIX, nem tão pouco um Nobel da economia... Li isto em mais uma newsletter da Flur (passo a publicidade, é uma loja de música), que como sempre não desperdiçam palavras nem ensinamentos.
Talvez devêssemos todos ouvir mais música em 2012 :)
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